​​​Atividade, habilidade e afinidade. Muitas vezes todas estas definições estão num mesmo bolo. Os processos seletivos se esquecem disso e, pior, nossa gestão sequer consegue perceber a diferença entre elas.

Para ser didático, então, seguem as pistas:

  • Atividade: O que precisa ser feito;
  • Habilidade: Quem sabe fazer bem;
  • Afinidade: Quem gosta de fazer;


Agora pense nisso:


Não parece um sonho de consumo termos uma atividade realizada por alguém que sabe realiza-la muito bem, e ainda por cima, adora fazer isso?

 

Estamos acostumados à dureza do "é o que tem para ser feito". Nos esquecemos que seria ótimo que as pessoas gostassem também das coisas que temos para fazer.

As atividades estão aí. Depois de verificar se existem um propósito justificável, ainda haverá muita coisa para fazer. Mas quem as fará?

De preferência alguém que saiba fazer bem. Mas idealmente, precisamos de pessoas que gostem de fazê-lo.

Já nas entrevistas é necessário analisar isso, se a pessoa que estamos juntando ao nosso time estão alinhadas com a nossa missão, e se gostam do que fará aqui.

Não significa dizer que as pessoas vão fazer apenas o que gostam.  Com as gerações mais recentes isso pode se tornar um problema. A visão do "só faço o que gosto" pode ser até justa no campo amplo, mas não tem sentido no campo específico.

No "campo amplo" poderia ser "eu gosto de viver no campo". Sem problemas, mude-se para o interior, ache uma maneira e siga em frente. No "campo específico" seria "não gosto de escovar os dentes". Então, experimente não fazer isso só por que não gosta, por uma semana.

Sou gestor e tenho várias atividades que não gosto, nem por isso as delego, principalmente se estão ligadas à minha missão fundamental.

Contudo, as pessoas precisam sim ter um percentual maior de atividades das quais tenham mais "afinidade".

Se não soubermos as diferenças entre as três, vai ficar bem difícil manter um grupo engajado.


Luiz Vi​anna​ - CEO da Mult-Connect​


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